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Deputada Federal Sâmia Bomfim (PSOL/SP) confronta Derrite sobre operação em Guarujá durante CPI do MST; assista

 Créditos CNN



Sâmia confronta Derrite sobre operação em Guarujá durante CPI do MST; assista

Deputada afirma não haver prova de que pessoas assinadas tenham relação com morte de policial; secretário chama de "narrativa" acusações de tortura

Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, durante a CPI do MST
Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, durante a CPI do MSTZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, foi confrontado, nesta quarta-feira (2), pela deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) sobre a operação especial que acontece em Guarujá após a morte do policial militar Patrick Bastos Reis, de 30 anos, membro das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).

Derrite participava da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Câmara Federal, e foi questionado sobre o trabalho do governo paulista nas invasões de propriedades.

Segundo Sâmia, querer saber por que e quem matou Patrick não justifica a chacina no local. “Não há uma prova de que essas pessoas assassinadas tenham a ver com o assassinato do policial”, citou. “Há relatos, inclusive, de requintes de crueldade. Uma das pessoas assassinadas tinha uma criança no seu colo”, prosseguiu.

Em resposta, Derrite disse saber que o assunto viria à tona durante a comissão e se referiu a um outro caso em que uma agente de segurança foi atingida por disparos. “Eu achei que a senhora como mulher ia defender a policial que tomou tiros de fuzil do crime organizado. Eu achei que a senhora fosse defender. Eu estive na Santa Casa de Santos ontem à tarde. Ela sofreu sete disparos nas costas e no ombro do crime organizado”, declarou.

Para o secretário, as acusações de tortura durante a operação não passam de “narrativa”. “As necrópsias não apontam nenhum sinal de tortura”, explicou. “O que existe, pela primeira vez em São Paulo, é um governador que enfrenta o crime organizado”, finalizou Derrite, fazendo referência a Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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